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Cálculo de degradação da bateria e perda de capacidade

Condição Capacidade total Perda (%) Perda de capacidade (kWh) Energia a 100% Cálculo de perdas Alcance Tempo de carregamento estimado
em 150 kW DC Carregamento rápido
Bateria Nova 60 kWh 0 0 kWh 60 kWh 450 km ~24 minutos
10% de perda de capacidade 54 kWh 0.1 6 kWh 54 kWh 60 kWh x 0,10 = 6 kWh 450 − (450×0,10) = 405 km 54/150 × 60 = ~22 min
20% de perda de capacidade 48 kWh 0.2 12 kWh 48 kWh 60 kWh x 0,20 = 12 kWh 450 − (450×0,20) = 360 km 48/150 × 60 = ~19 min

📌 Esta tabela é baseada em um veículo com bateria de 60 kWh e autonomia nominal de 450 km. Os cálculos assumem velocidade e consumo constantes, com autonomia calculada linearmente. No uso no mundo real, fatores como clima, velocidade de condução, inclinação da estrada, condição dos pneus e eficiência do sistema podem causar desvios na autonomia e no consumo.

Os cálculos do tempo de carregamento indicam o tempo mínimo teórico. Em cenários reais de carregamento CC, o Sistema de gerenciamento de bateria (BMS) pode reduzir gradualmente a potência de carregamento com base no estado da carga (SOC), na temperatura e na integridade da célula. Além disso, a potência máxima suportada pela estação de carregamento e pelo veículo afeta o tempo. Portanto, os tempos reais de carregamento podem ser maiores do que os calculados.

🔍 🔍 Explicação: Química da bateria, BMS e degradação ao longo do tempo

⏳ Uso ao longo do tempo (começa a degradação):

Ciclos de carga/descarga, temperatura, alta potência de carga e armazenamento causam envelhecimento da bateria. A estrutura química interna degrada → as células perdem capacidade de armazenamento de energia.

📊 Exibido 100%:

Sempre mostra a capacidade máxima atual. Então se houver perda de 10%, 100% = 54 kWh; se perda de 20%, 100% = 48 kWh. Portanto, mesmo que o display mostre 100%, ele não contém tanta energia como antes (menos energia armazenada).

⚡ Tempo de carregamento:

O tempo de carregamento diminui ligeiramente porque menos energia precisa ser abastecida.

🧪 Bateria é uma Estrutura Química:

Uma bateria não é um circuito eletrônico; portanto, seu estado interno não pode ser conhecido com exatidão. Os cálculos são baseados na corrente, tensão, energia e fluxo de elétrons que entram e saem da bateria. Dados como quantas horas a bateria foi carregada e sua idade também são avaliados para estimar o tempo de uso, e o display do veículo mostra o status de energia como % ou autonomia. O Sistema de Gerenciamento de Bateria (BMS) monitora continuamente o fluxo de elétrons, calor, tensão e corrente; limita a bateria contra sobrecarga, descarga excessiva e superaquecimento. Ele também gera dados estimados de integridade da bateria (SOH) a partir de ciclos de carga e descarga.

⚠️ Se o carregamento continuar sem algoritmo:

o fluido eletrolítico se degrada, forma-se gás, o calor aumenta, ocorre inchaço das células, surge o risco de incêndio e a vida útil da bateria é significativamente reduzida.

⚠️ Se ocorrer descarga excessiva sem algoritmo:

reações reversas ocorrem na estrutura química, os eletrodos entram em colapso, a célula morre completamente e se torna irrecuperável.

🔌 Diferenças de energia no carregamento CA e CC:

A potência exibida na estação de carregamento e na tela do veículo são quase idênticas (por exemplo, 11 kW CA, 150 kW CC). No entanto, a energia real que entra na bateria é 5–12% menor para CA e 3–7% menor para CC devido a perdas em cabos e conectores. O BMS sempre considera esta pequena diferença e protege a bateria contra carga excessiva ou insuficiente.

📐 Calibração:

Ele corrige incertezas decorrentes de alterações químicas na bateria e desequilíbrios entre as células, garantindo que o display do veículo mostre o status preciso da energia e a integridade da bateria. Durante o carregamento normal, a energia que entra e sai pode não ser perfeitamente precisa devido a erros de medição, envelhecimento e perdas de cabos/conectores; a calibração permite que o BMS veja a verdadeira capacidade e SOH.

📉 Queda de capacidade no primeiro ano:

A perda no primeiro ano é rápida devido à “deposição química e equilíbrio celular”; depois disso, a bateria se estabiliza e a perda diminui (cerca de 95%→92%). Nos primeiros ciclos de carga-descarga, forma-se a camada SEI (Solid Electrolyte Interphase); esta camada consome energia quimicamente. A bateria é nova, as superfícies dos eletrodos e o eletrólito não estão totalmente estáveis. Pequenos desequilíbrios e diferenças de resistência entre as células também se instalam. Daí a rápida queda inicial.

📈 Anos subsequentes:

A camada SEI se estabeleceu, as estruturas químicas estão estáveis, as células estão equilibradas. Sob o mesmo uso, os ciclos de carga e descarga causam menos perdas. Resultado: a perda anual de capacidade é menor e não linear, progredindo lentamente.

🧴 🧴 Resumo: A bateria é um componente químico monitorado constantemente pelo BMS. Os 100% exibidos representam a capacidade real restante naquele momento. Com o tempo, a capacidade diminui devido ao uso, mas o veículo sempre mostra a capacidade restante como 100%. Portanto, o mesmo valor de 100% pode representar diferentes quantidades de energia.

⚙️ Os cálculos são baseados em um exemplo de 60 kWh/450 km. A autonomia real e os tempos de carregamento variam de acordo com a temperatura, estilo de condução, condições da estrada, pressão dos pneus, uso do controle climático e temperatura da bateria. Os tempos podem aumentar devido à curva de potência no carregamento rápido DC.